terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Continuação do blog de ontem.


Quanto mais eu fazia para Deus, mais exigia de mim mesma. Eu não conseguia entender. Um lado de mim dizia; 'quando é que vai ser o suficiente?’ e outro, mais popular, rebatia dizendo: 'você tem que fazer mais!’ e assim comecei a trabalhar no meu primeiro livro: 'Melhor do que comprar sapatos.’ Juntei todos os artigos que tinha escrito há dois anos, separei-os em categorias, e assim montei o livro.


Minhas amigas Chris Boodram, Evelyn Higginbotham, Aline Munhoz e Sandra Gouveia me ajudaram muito com isso. O livro era como um bebê que todas nós estávamos esperando para o mesmo dia e hora. E assim, meu querido marido reservava um tempo depois de um longo dia de trabalho, todas as noites, durante altas horas, para editá-lo do começo ao fim. Ele levou cerca de dois meses para terminar este trabalho e assim o livro foi publicado em 2007.


Eu mal podia acreditar! Dentro de poucos anos, passei de uma simples esposa de pastor, à colunista semanal de vários jornais e sites, apresentadora de Podcast, apresentadora de TV, e escritora.’Quem é essa mulher? ' Eu sempre pergunto a mim mesma quando olho no espelho.


Você chega a pensar que depois de trabalhar tanto para ajudar os outros, sua vida pessoal irá apenas lhe dar uma trégua... mas não. Enquanto tudo isso acontecia, eu estava passando por uma série de problemas. Era como se eu estivesse lidando com o próprio satanás. Ele não podia me tocar, mas certamente poderia tocar outras pessoas a fim de chegar a mim ... e assim ele o fez.


Isso é o que acontece quando você decide fazer o que é certo, é mais do que esperado que você se torne um alvo. A pergunta é: o que você vai fazer sobre isso, ficar encolhida num canto e permanecer a mesma o resto de sua vida ou vai lutar?


Eu escolhi a última opção.


Tem continuação.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
(Continuação do blog de ontem)

Em 2005 comecei a escrever e também a fazer programas de rádio em Londres semanalmente. Era tudo muito novo para mim e eu não tinha as habilidades necessárias, além de falar inglês com sotaque. Era um sacrifício enorme, mas como não estava fazendo para mim, fui em frente!

Como de costume, toda vez que você começa a fazer um monte de coisas para os outros, você se expõe e... lá vêm as críticas! Algumas pessoas da minha própria igreja começaram a me desprezar e eu não conseguia entender o por que. Meu coração ficava machucado, especialmente por não estar fazendo nada disso para mim. Hoje agradeço a Deus por Seu apoio contínuo naqueles tempos difíceis (os quais continuo atravessando vez ou outra).

Surpreendentemente, Deus usou minha escrita imperfeita e meu discurso limitado para chegar às pessoas. Comecei recebendo e-mails de pessoas de todos os estilos de vida e de várias partes do mundo. Com uma alegria imensa eu respondia a todas elas, uma a uma. Em poucos meses os e-mails subiram para cerca de 100 por semana e, aos poucos, comecei a não dar conta de respondê-los assiduamente como antes. Foi nessa época que desenvolvi um problema no braço e no ombro. Ficava escrevendo durante horas, respondendo e-mails e mais e-mails, até me sentir física e mentalmente exausta.


Em 2006, eu e três amigas começamos um programa de TV ao vivo em português, aos sábados, chamado "Coisas de Mulher". Praticamente fazíamos tudo sozinhas e éramos nossas próprias diretoras! Do cabelo e maquiagem à preparação dos roteiros. Imaginem só: quatro jovens mulheres que nunca estiveram na TV e nem ao menos trabalharam ou estudaram para isso. Para piorar eu era a apresentadora principal e não falava português fluentemente!

Até hoje me surpreendo cada vez que me lembro o quanto fomos ousadas...

Minha semana naquela época era assim: programa de rádio "Free Woman" (que se tornou um Podcast) três vezes por semana, artigos para escrever e cerca de 100 emails para dar aconselhamento e um programa de TV ao vivo aos sábados. Na mesma proporção que o trabalho aumentou, aumentaram também as críticas. Antes eu estava só nos bastidores, mas agora quem coloca meu nome no Google vai me encontrar por todo lado...

Tem continuação.
sábado, 4 de dezembro de 2010

Crescer em um verdadeiro lar cristão, onde os pais de fato praticam o que pregam, foi uma das bênçãos de Deus em minha vida que só percebi depois de amadurecer e conhecer pessoas que não tiveram o mesmo privilégio.

Tudo o que aprendi naturalmente em casa, quando criança, muitos tiveram que aprender quando adultos e isso me incomodava... Não pelo fato de não terem recebido esse conhecimento, mas porque eu tive... Parecia que eu era "perfeita demais" aos olhos das pessoas e isso as fazia se distanciarem de mim, como se pensassem "ela não é como nós..."

Eu ouvia coisas como: "minha mãe nunca foi às compras comigo e me obrigava a vestir roupas doadas", "minha mãe e eu não conversamos, muito menos trocamos um abraço", "minha mãe nunca me ensinou a cuidar da casa", "minha mãe fez com que eu me sentisse culpada durante a maior parte da infância", "cresci sem pai" e tantas outras frases tristes como essas.

Toda vez que eu ouvia como as pessoas tinham crescido, sem tudo o que tive em abundância durante toda minha infância, secretamente eu orava dizendo: "isso não é justo Senhor!". Mas comecei a pensar que Deus não havia me dado tudo aquilo por pura sorte ou porque eu era especial, Ele deve ter tido uma razão... Ele deve ter depositado expectativas sobre mim.

Então comecei a ajudar aqueles que estavam mais próximos a mim: as esposas dos pastores. Mas elas eram poucas e nem todas queriam minha ajuda, já que havia sempre aquele pensamento martelando em suas mentes "ela não sabe o que eu passei", "ela sabe o que fiz para chegar até aqui" etc. Só depois de anos tentando me aproximar das esposas e ver que tinha ajudado tão poucas é que decidi me aproximar de  outras pessoas.

Tem continuação…
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Meus dias têm sido tão longos esta semana... A sensação é de que um dia inteiro já passou, mas ainda é começo de tarde! Vou lhe contar o que me aconteceu: fiquei farta
Recentemente escrevi um post para o blog dizendo o quanto estava me sentindo chateada, mas que eu tinha decidido ignorar esse sentimento e fazer o que tinha que ser feito. Bem, ainda estou chateada, mas minha raiva não é mais emocional, é uma revolta! E há uma grande diferença entre raiva emocional e revolta. E, no meu caso, estou totalmente revoltada!

Raiva emocional faz você se sentir como se fosse vítima das circunstâncias. Você olha para a situação que está passando e simplesmente fica chateada por causa disso. Mas desde quando ficar chateada com alguma coisa nos faz bem? A raiva funciona, mas não quando é usada indevidamente.

Se você está farta da sua doença, levante-se e faça as coisas que você tem que fazer, independentemente desse problema, não permita que isso arruine sua vida. Quando estamos doentes é que temos que mudar, temos que reagir!

Se você está farta com um problema em sua família, deixe de fazer aquilo que você tem feito toda a sua vida e nunca funcionou. Muitas vezes nossas preocupações e o fato de ficarmos constantemente implorando pela mudança de membros da família, são coisas que simplesmente acabam se voltando contra nós. Deixe-os fazer o que eles querem fazer, deixe-os bater com a cabeça na parede, se é isso que vai fazer com que eles aprendam. Pare de desperdiçar seu tempo e energia com pessoas que não querem a sua ajuda e comece a dar àquelas que querem.

Se você está farta com seus fracassos e retrocessos, pare de sentir pena de si mesma e revolte-se! Não há nada mais inútil do que isso! Você pensa em desistir de si mesma, das pessoas e de Deus só porque está fraca demais? Só porque já passou por muita coisa e cometeu um monte de erros? E DAÍ? Quem não é fraco às vezes? Quem já não passou por muita coisa que não gostaria? Quem não cometeu um monte de erros? Pare de sentir pena de si mesma e comece a fazer o que todos que saíra dessa rotina têm feito: REVOLTE-SE!

Reaja, levante, faça alguma coisa! Pare de perder tempo trazendo o seu passado para o presente. Acabou, não há nada que você ou alguém possa fazer sobre isso, por que então se preocupar?
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

"Como você tem trabalhado em sua fé com relação à sua doença?” Perguntei a uma senhora no telefone ontem à noite. Ela fez uma pausa e disse: 'Oh, de fato tenho feito muito. Tenho ido à igreja a minha vida toda, ajudo um monte de gente, e estou começando um novo projeto evangelístico no mês que vem.'


Evidentemente, essa senhora não tem a menor idéia de quão insignificante é para si a sua própria cura. Quando lhe pedi para vir à igreja e aprender a usar sua fé para que pudesse ver a cura de Deus em seu corpo, ela me disse: 'Eu estou bem apenas com orações, obrigada."


Só é possível para alguém ver as mudanças que deseja em sua vida quando essa pessoa quer dar um basta no que vem passando. Se você ainda está confortável com os seus problemas e só continua desejando (e orando na mesma sintonia que o seu desejo), que sua vida fosse diferente, deixo-lhe aqui uma notícia: VOCÊ NUNCA IRÁ MUDAR.

" Melhor é a mágoa do que o riso, porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração ." Ecl. 7:3


Levante-se e faça algo com relação aos seus problemas. Coisas, conhecimento, pessoas, tudo isso talvez não funcione, mas a fé sempre funciona, a questão é: quando você vai querer dar um basta?

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