quarta-feira, 7 de julho de 2010
Continuação do post anterior

Não demorou muito para a igreja feia e pequena parecer ainda menor. O ar dentro dela era abafado e quando chovia, o barulho de cada gota de chuva ecoava tão forte que era difícil ouvir qualquer outra coisa. E Então nós mudamos para um lugar maior, ainda não era uma igreja como se esperava, mas um outro espaço grande e vazio que meu pai transformou em igreja.

Agora ele tinha um desafio maior de encher todas aquelas 2,000 cadeiras. A minha irmã e eu agora tínhamos ainda mais espaço pra correr e como bônus, havia uma cafeteria atrás da igreja, onde as pessoas geralmente compravam qualquer coisa que pedíssemos. Nós sempre sofríamos em consultas ao dentista, sempre cheias de cáries... simplesmente não conseguíamos com que as pessoas parassem de nos dar mais e mais doces!

Minha mãe ainda tinha dificuldade em nos manter sentadas ao seu lado e ajudar o meu pai ao mesmo tempo. A igreja rapidamente ficou com todas as cadeiras cheias e quase nunca havia cadeiras pra sentar, e como sempre tinha a vontade de ir ao banheiro ou me mandavam ver o que a minha irmã estava aprontando, minha mãe passou a nos colocar sentadas no Altar, onde ela e toda a congregação pudessem ficar de olho na gente enquanto o meu pai pregava. Era bem desconcertante mas funcionou... por um tempo.

Logo a minha irmã começou a fazer barulho no altar, bem atrás do meu pai, durante a reunião, em frente de 2,000 pessoas! Eu nunca vou me esquecer do meu pai chamando a nossa atenção de novo, na frente de todo mundo, dessa vez onde todos podiam ver a cor das nossas bochechas... e eu pensando que na hora certa me vingaria da minha irmã por me fazer passar tanta vergonha e humilhação por culpa dela.

Continuação amanhã...


Obrigada Viviane Iannie!
terça-feira, 6 de julho de 2010
Continuação do post anterior

Eu comecei a conhecer um monte de pessoas novas, que me amavam demais. Elas me davam balas e eram tão carinhosas que eu comecei a gostar da atenção que recebia na nova igreja. Na igreja anterior eu era mais uma criança entre muitas outras... nessa nova igreja, eu era a criança que todos queriam pegar no colo e mimar. Por um tempo a minha irmã recebeu ainda mais atenção do que eu, nós começamos a ir à igreja pra nos divertir.

No começo da reunião, nós sentávamos ao lado da nossa mãe, mas sempre encontrávamos uma desculpa pra ir ao banheiro e de lá, começávamos a correr pra cima e pra baixo na igreja. A minha irmã, como era de costume toda a minha infância, era sempre a líder. Eu era a seguidora e às vezes a protetora. Mas nessa nova igreja, a minha irmã não se sentia tão consciente do seu defeito de nascença, por isso é que ela se sentia à vontade pra ser como ela era em casa... uma verdadeira bagunceira. Eu era só uma bagunceira normal.

A minha memória não é muito boa mas tem coisas na minha vida que eu nunca vou esquecer. Eu me lembro do meu pai chamando a minha atenção no microfone enquanto fazia a reunião. Eu ficava vermelha com a sensação de muitos olhos olhando pra mim, mas o engraçado é que aqueles olhos não eram de julgamento... as pessoas nos amavam de uma forma diferente, elas nos amavam por causa do que os nossos pais significavam pra elas... esse tipo de amor era raramente apreciado naquela época e ainda assim, muito importante pra ser esquecido agora.

O meu pai devia ter feito bem pra elas, pois elas admiravam as meninas mais bagunceiras da igreja.

Continuação amanhã...
segunda-feira, 5 de julho de 2010

Eu nasci em uma outra igreja. Até a idade de 4 anos, eu costumava ir a essa igreja muito boa onde todos os meus parentes costumavam freqüentar. Eu era muito novinha pra me lembrar de muita coisa, mas me lembro de que eu gostava mais dessa igreja do que a nova igreja pra onde meu pai nos levou e naquela época, eu tinha implorado pra minha mãe me deixar ficar com as minhas tias pra que eu pudesse ir à igreja delas, onde a Escolinha Dominical era muito mais legal do que na nova igreja...

Mal sabia eu que o meu pai tinha deixado seu seguro emprego de funcionário do governo que oferecia vários benefícios de saúde pra se tornar um pastor e abrir a sua própria igreja. No começo, ele até nos permitiu continuar freqüentando lá e eu me sentia em casa, enquanto que na sua nova igreja, que diga-se de passagem, muito menor e mais feia, eu me sentia um peixe fora d’água. A minha ‘igreja’ anterior era bonita e pelo jeito que todo mundo se vestia, até parecia que só pessoas ricas freqüentavam a igreja. A minha ‘nova igreja’ era feia e parecia que só pessoas pobres freqüentavam lá.

Mas foi naquela igrejinha feia, que antes costumava ser uma funerária, que eu realmente comecei a ver a diferença entre o mal e o bem. É interessante como Deus faz as coisas... a nova igreja nem tinha Escolinha Dominical direito, razão de muitas críticas da minha parte e da minha irmã, mas a igreja tinha poder. Eu me lembro de estar sentada em um banco velho de madeira e ver coisas que nunca tinha visto antes... pessoas sendo libertas de todo tipo de mal.

Eu via as pessoas chorando de felicidade e me perguntava se algum dia seria capaz de fazer o mesmo.

A nova igreja era o novo bebê do meu pai. Ele passava todas as horas do seu dia envolvido com ela e quanto mais ele trabalhava, mais as pessoas vinham, quanto mais o trabalho desenvolvia, menos ele passava tempo com a gente...

Mais amanhã.
domingo, 4 de julho de 2010



Por dentro, por fora, na minha pele
Um amor sem fim, não entendo nem onde começa
Não entendo onde termina, não sei quão alto
Não sei quão profundo, não sei quão grande
Por dentro, por fora, ao redor do mundo
Amor sem fim que me envolve como uma nuvem
Sinto que Você vai a minha frente, e me guarda por trás
Te sinto no alto, Te sinto ao meu lado
E Você, Você está a minha volta, em todo tempo
Sua bandeira está sobre mim, eu Te dou o meu tudo porque
Você ainda me cativa, me fascina
Você ainda me cativa, me enche
Por dentro, por fora, me pushando pra dentro
Não importa onde estou, eu sei que Você nunca vai desistir de mim
Te vejo na tempestade, Te vejo num beijo
Já estive ao redor do mundo e nunca achei amor como este
Você está a minha volta, em todo tempo
Você é tudo que eu quero ser
Eu estou a sua volta, Você é tudo que eu quero ver
sábado, 3 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Maus pensamentos vêm e vão, como as ondas na beira do mar, algumas vezes mais fortes, outras mais fracas...mas elas não param, ou param?

Pessoas no mundo inteiro passam por dificuldades no que diz respeito à esta incontrolável parte do corpo: A mente. É como se você tivesse uma máquina descontrolada, assumindo o controle de sua vida. Você quer pensar em coisas boas, ser positiva, ficar tranqüila sobre o que acabou de acontecer, mas sua mente é simplesmente ‘anti-positivismo’.

Eu mesma tive vários problemas passados com meus pensamentos. Um deles, em particular, realmente me abateu, e quando eu lembro disso, me sinto uma boba por ter me deixado abalar daquele jeito. Minha vida transcorria normalmente, até que uma notícia terrível chegou ao meu conhecimento. Uma pessoa que eu admirava muito havia acabado de descobrir que não era realmente liberta. Aquilo me chocou, em primeiro lugar porque ela era aos meus olhos uma mulher virtuosa. Depois porque ‘se ela, com tantas qualidades, precisava de libertação, imagine eu?’, assim eu pensei.

Era esse o meu quadro: Jovem, começando a aprender a como ser uma boa esposa e serva de Deus, e de repente esta notícia começou a martelar em minha mente. Comecei a ter dúvidas com relação à minha própria vida espiritual, pensando que talvez eu precisasse de libertação tanto quanto ela. Demorou um mês - que pareceu uma eternidade - para que eu percebesse que aquilo era uma armadilha do diabo.

Eu chorava tanto, implorando a Deus que me desse a confirmação de que Ele era comigo... E de uma mulher realizada, passei a ser uma mulher aflita. Até que um dia, quando eu não suportava mais esta situação, minha mãe, sem saber de nada, leu para mim o seguinte versículo:

“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo.” 1 Pedro 1.3-5

Meus olhos se encheram de lágrimas quando eu me dei conta de que estava sendo enganada por pensamentos que não tinham nenhum fundamento e não faziam qualquer sentido. Então eu passei a questioná-los ‘Por que eu não seria de Deus?’, ‘Por que duvidar do meu relacionamento com Deus?’... O engraçado é que eu passei um mês inteiro vigiando meu coração e minha vida espiritual e não encontrei nada que pudesse indicar algum problema. E mesmo assim, eu havia duvidado.

Se nós dermos ouvidos a qualquer pensamento tolo que nos vem à mente, corremos o risco de perder nossa fé, e isso é muito perigoso para nossa salvação, pois ela depende estritamente da fé. Eu aprendi da maneira difícil, mas aprendi, e meus pensamentos nunca mais assumiram o controle da minha vida. Questionando este tipo de pensamentos, nós estaremos então usando a fé inteligente, “...para a salvação preparada para revelar-se no último tempo.” I Pedro 1.5
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