segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Eu nunca havia discutido com a minha mãe antes... Ela estava chateada e isso me doía demais. Eu me senti péssima, completamente indigna do seu amor e paciência todos esses anos... Meus olhos se encheram de lágrimas, mas eu não tinha a quem recorrer... Eu falei com Deus sobre isso, mas as minhas emoções ficaram no caminho, me senti indigna dEle também... então meu pai chegou e notou o quanto eu estava triste.

"O que houve Cris?"

"Pai, mamãe e eu tivemos uma discussão terrível e eu me sinto péssima com isso..." chorando logo depois...

"Meu amor (adoro quando ele me chama assim), não se preocupe tanto com isso... é a sua vida e portanto, as suas decisões. Ainda que não concordemos com elas, nós precisamos respeitá-la por tê-las."

Eu nem sei como eu posso explicar aqui exatamente como eu me senti naquele momento da minha vida. Foi como se alguém tivesse finalmente me dado um voto de confiança. Meu pai não me julgou nem me criticou, meu pai me entendeu. Mais tarde, durante o dia, minha mãe voltou ao normal e eu tenho certeza que ela teria feito o mesmo.

Meu pai tinha todas as razões para me repreender por deixar a minha mãe chateada, mas ele escolheu não usar a suas emoções, ao invés disso, ele escolheu me entender. Eu jamais esquecerei aquele dia... o dia em que eu vi Deus nele.
domingo, 6 de dezembro de 2009


Eu assisti a esse filme quatro vezes: Três no cinema e uma no avião. Comprei-o e pretendo assistir mais algumas vezes. Além de todos os aspectos engraçados sobre o vício desta jovem em querer comprar roupas e sapatos (acho que todas nós podemos nos identificar um pouco com ela), há uma mensagem muito forte a ser observada.

Quando ela vê o seu mundo desabar à sua volta, devido a essa necessidade incontrolável de comprar, a única forma de por a sua vida em ordem, e recuperar o que é realmente importante para ela, é sacrificar tudo o que ela possui. Então ela vai e vende tudo em um bazar, (e por experiência própria, eu sei o quão doloroso isso é). Tem coisas que nós temos que não têm preço, não importa o quanto você pagou por elas, elas são especiais de alguma maneira. Ela sacrificou tudo para poder recuperar um pouco do que ela desperdiçou com seu vício.

Uma verdadeira mensagem sobre sacrificar as coisas em que o seu coração repousa, por aquelas que ele realmente deseja.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Diante de todos, segurei o microfone, pensando que ele não tremia tanto quanto eu me sentia por dentro, meu rosto e minha voz não escondiam nada – eu estava ficando vermelha e engolindo as minhas próprias palavras. Se alguém conseguisse ver o que se passava por dentro... sentiria pena de mim.

Eu não sou uma oradora. Cresci escondendo o meu rosto das pessoas sempre que podia. Se eu tivesse que falar diante de duas ou mais pessoas, seria por volta dessa hora que elas ririam da cor em que as minhas bochechas ficavam. Não sei se um dia irei mudar... Aprendi a rir com as pessoas rindo de mim. Aprendi a ignorar a vergonha e o embaraço. Aprendi a ser doce em tudo isso. Se as pessoas me fazem cara feia ou me dão aquele olhar de desprezo, eu faço de conta que nem vi.

Mas existem pessoas que não engolem estes "sapos" de vez em quando. Elas se tornam defensivas e até grosseiras.

Grosserias torna qualquer um inapropriado. Você pode ser a mulher mais linda do lugar, mas se você é grosseira, é como se você estivesse usando aquela máscara do Jason – as pessoas já fogem de você de longe! Não seria melhor apenas ser doce acerca disso?

Você não precisa estar sempre certa, mas você pode certamente ser sempre doce.

PS. Você me vê nessa foto? Dica: Encontre a menina escondendo o rosto.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Por que você não é mais igual a sua prima Cris? Ela está sempre de namorado novo. Ela está procurando o homem certo, mas pra encontrá-lo, ela tem que namorar vários… como todo mundo faz, menos você! Essa minha parente nunca foi feliz na vida sentimental e quando eu ainda era solteira e sozinha, ela queria evitar com que terminasse do mesmo jeito que ela.


Naquela época eu ainda era muito jovem pra compreendê-la, tudo o que eu entendia dos seus comentários era POR QUE ELA ESTÁ ME COMPARANDO COM A MINHA PRIMA?


Uma das piores coisas que podemos fazer com alguém que amamos é compará-los com outras pessoas. É como se estivéssemos dizendo ‘você não é tão boa quanto aquela outra pessoa’. As pessoas nunca conseguem entender as suas intenções, mesmo que elas sejam as melhores possíveis. Não é certo fazer comparação entre as pessoas.


Pessoas não são como sapatos que você compara quantas vezes quiser. Pessoas são pessoas como você e eu, cheias de sentimentos e necessidades… não é fácil ser humano, muito menos mulher… nós já acordamos pensando ‘eu estou horrível hoje’. Tomamos café da manhã e imediatamente pensamos ‘será que o que eu comi vai tudo pra minhas coxas?’. Nós saímos de casa com a impressão de que todo mundo está nos reparando. Basicamente, nós inventamos a palavra ‘inadequada’.


É por isso que estamos sempre tentando ser melhor, fazer as coisas de uma forma melhor, ser a melhor, progredir, ter os melhores filhos, ser a melhor esposa, melhor em tudo… pelo menos assim nos sentiremos melhor a respeito de nós mesmas.


Não nos compare com outras pessoas… isso é uma crueldade.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
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